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Civilização Fenícia

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    A Civilização Fenícia era uma civilização comercial marítima bem antiga que se localizava nas regiões litorâneas dos atuais Líbano, Síria e norte de Israel, na época era o norte de Canaã. Era uma civilização extremamente empreendedora que se espalhou por todo o mar Mediterrâneo durante o período entre 1.500 a 300 a.C., criando um grande intercâmbio principalmente com os gregos. Eram politeístas, cultuando diversos deuses como: Adônis, Amon, Astarte, Baal Safon, Baalat Gebal, Baal Shemen, El, Eshmun, Hail, Ísis, Melcarte, Osíris, Shed, o venerável Reshef, YHWY, Gebory-Kon, Chusor, Dagon, Eshmun-Melcarte, Milkashtart, Reshef-Shed, Shed-Horon e Tanit-Astarte.

    Os fenícios eram organizados em cidades-estado similares a Grécia Antiga, onde cada cidade-estado era uma unidade política independente, entravam em conflito entre elas constantemente e alternavam a dominância entre elas, formando ligas e alianças militares. O alfabeto fenício foi um dos primeiros alfabetos consistentes a serem desenvolvidos, era formado por 22 letras e não possuía as vogais. A própria origem da palavra alfabeto vem das duas primeiras letras: Aleph e Beth. No século VIII a.C. o alfabeto fenício foi adotado e modificado pelos gregos, se aproximando muito do alfabeto atualmente conhecido e utilizado pela maior parte do mundo.

    AS principais colônias fenícias foram: na Argélia Cirta, Malaca, Igigili, Hippo, Icosium, Iol, Tipasa e Timgad; em Chipre Kition, Idalion e Marion; na Itália Sardinia, Karalis, Nora, Olbia, Sulci, Tharros, Sicily, Zyz, Lilybaeaum, Motya e Solus; na Líbia Leptis Magna, Oea e Sabratha; em Malta Maleth, Għajn Qajjet, Tas-Silg, Mtarfa, Qallilija e Ras il-Wardija; na Mauritânia em Cerne; em Portugal Baal Saphon ou Baal Shamen, e provavelmente Lisboa; na Espanha Abdera, Abyla, Akra Leuke, Gadir, Ibossim, Malaka, Onoba, Qart Hadašt ou Nova Cartago, Rusadir e Sexi; na Tunísia Qart Hadašt ou Cartago, Hadrumetum, Hippo Diarrhytus, Kerkouane, Sicca, Thapsus e Utica; na Turquia Phoenicus; no Marrocos Acra, Arambys, Caricus Murus, Gytta, Lixus, Tingis e Volubilis; em Gibraltar Calpe; entre outras colônias menores como Callista, Gunugu, Thenae, Tipassa, Sundar, Surya, Shobina e Tara.

Fenícia Alfabeto - AVPH

    • Pré-História (70.000–3.200 a.C.):

    Os primeiros homens a chegar na região. o fizeram a cerca de 70 mil anos a.C., oriundos da primeira migração para fora da África, no entanto, ocorreram diversas outras migrações até que os ancestrais dos fenícios se estabelecessem na região. Apesar de não existirem muitos registros fósseis, provavelmente outros hominídeos já haviam habitado esta região milhares de anos antes, como os homo erectus, homo georgicus e homo neardentalensis.

    • Origem dos Fenícios (3.200–1.200 a.C.):

    Se acredita que os fenícios tem origem em alguns dos povos do reino antigo de Canaã, que ocupava o atual território de Israel, como os cananeus ou canaanitas, hititas, girgaseus, amoritas, hivitas e os jebusitas. Que ao chegarem a costa se adaptaram muito bem a vida marítima do litoral do Mar Mediterrâneo. Esse povo desenvolveu uma enorme habilidade marítima, construíam e conduziam barcos com maestria, que aliado a vocação comerciante, os levou a criar colônias por quase toda a costa do Mar Mediterrâneo. Algumas das colônias no futuro se tornariam grandes cidades de elevada importância histórica, como Cartago, Biblos, Tiro, Sídon, Simira, Arwad e Berytus (Beirute).

    Biblos (em grego) ou Gubla / Gebal (em fenício), atualmente conhecida pelo nome árabe Jubayl, era uma grande cidade portuária que se iniciou como uma pequena vila de pescadores há cerca de 3.000 a.C.. Era através de Biblos que o papiro egípcio era importado para a Grécia, tanto a planta como os rolos e livros, sendo o local de origem de diversos Biblos acabou dando origem há um dos mais famosos livros do mundo a Bíblia (do grego βιβλία que significa livros). Biblos também está presente no famoso mito egípcio de Osíris e Ísis, sendo o local onde Ísis encontra o corpo de Osíris no tronco de uma árvore após ele ter sido morto por seu irmão Set. Esse contato comercial entre o Egito e Biblos é bem antigo datando desde o início das duas civilizações, próximo de 3.200 a.C.. Em 1.725 a.C. Biblos é invadida pelos Hicsos. No período de 1.580 a.C. até 800 a.C., Biblos foi libertada do domínio Hicso pelo egípcios, entretanto eles passam a exercer o domínio na região. Durante este período que o alfabeto fenícios se desenvolve. A partir do ano de 1.100 a.C. Biblos entra em declínio e a cidade-estado de Tiro passa a ser a mais importante.

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    Tiro era composta de duas partes, uma continental conhecida como Antiga Tiro ou Ushu que foi fundada em 2.750 a.C. e uma outra parte insular, construída em uma ilha muito próxima a costa em 1255 a.C. que ficou conhecida como Nova Tiro, contudo depois as duas partes passaram a ser conhecidas apenas como Tiro e se tornando uma grande potência comercial naval do mundo antigo.

    - Reis Fenícios Lendários baseados na mitologia helenistica: Agenor (1500 a.C.) filho de Poseidon e Líbia. Fenix ou Phoenix (1450 a.C.) filho de Agenor e Telephassa, irmão de Cadmus, Cilix e Europa, quando Zeus raptou sua irmã Europa devido sua grande beleza, os 3 irmãos foram enviados por Agenor para encontrá-la, entretanto eles não conseguiram, Phoenix então construiu uma nação na África, o qual recebeu seu nome Phoenicia ou Fenícia. Eri-Aku (1.400 a.C.) que deu origem as lendas de Herakles ou Heracles.

    - Reis Fenícios da Era do Bronze: Abi-Milku (1.350–1.335 a.C.) que reinou em tiro durante o período das cartas de Amarna para o faraó Akhenaton ou Aquenáton, Aribas (1.230), Baal-Termeg ou Baalat-Remeg (1.220 a.C.), Baal (1.193 a.C.), Pummay (1.163-1.125 a.C.).

    • Apogeu Fenício (1.200–750 a.C.):

    Durante o início da Idade do Ferro próximo de 1.200 a.C., ocorreu uma série de invasões de povos do norte que enfraqueceram as poderosas civilizações egípcia e hitita. As cidades-estado fenícias aproveitaram essa ausência de grandes potências na região para se desenvolver. Elas eram baseadas em três formas de poder, o rei governantes, os sacerdotes do templo e o conselho de anciãos proeminentes. A primeira cidade-estado a se tornar importante foi Biblos, se tornando a capital da Fenícia de 1.200 a.C. até 1.000 a.C. e base para as rotas comerciais marítimas do Mar Mediterrâneo e Eritreu (Mar Vermelho). A segunda cidade-estado a se desenvolver foi Tiro, que se tornou a cidade mais poderosa, capital da Fenícia de 1.000 a.C. até 333 a.C.; estendendo seus domínios até a cidade de Beirute e parte da ilha de Chipre.

    - Reis Fenícios da Sidônia com capital em Tiro (993–785 a.C.): Abibaal (993–981 a.C.), Hiram I ou Hirão I (980–947 a.C.) seu governo foi contemporâneo ao reinado de Davi e a construção do templo Salomão. Baal-Eser I (946-930 a.C.), Abd-Astart, Abdastartus ou Abdastarto (929-921 a.C.), Astartus (920-901 a.C.), Deleastartus (900-889 a.C.), Astarymus (888-880 a.C.), Phelles (879 a.C.), Ithobaal I (878-847 a.C.), Baal-Eser II (846-841 a.C.) foi contemporâneo ao rei assírio Shalmaneser III sendo obrigado a pagar tributos ao mesmo. Seu filho Mattan I (840-832 a.C.) assumiu o trono, ele foi pai de Pigmalião e Dido, Pigmalião (831-785 a.C.) foi seu sucessor e segundo a lenda, ele entra em desavença com sua irmã Dido ou Elissa que se vê obrigada a fugir para a costa da Africa, fundando uma nova cidade em que ela se tornou a primeira rainha e que ficou conhecida como Cartago.

    • Declínio Fenício (750-65 a.C.):

    - Sob o domínio da Assíria (750–660 a.C.): Ithobaal II (750–739 a.C.), Hiram II (739–730 a.C.), Mattan II (730–729 a.C.), Elulaios (729–694 a.C.), Abd Melqart (694–680 a.C.), Baal I (680–660 a.C.), foi sucedido por um longo período de transição onde o controle de Tiro foi retornou aos Fenícios, em seguida foi submetido primeiramente ao Egito e depois aos Babilônios. Ithobaal III (591–573 a.C.) reinou durante a queda de Jerusalém.

    - Sob o domínio da Babilônia (573–539 a.C.): Baal II (573–564 a.C.) e Yakinbaal (564 a.C.).

    A terceira cidade-estado a se desenvolver foi Cartago, que se tornou independente de Tiro quando está caiu sob domínio Babilônico em 574 a.C., sendo destruída por Nabucodonosor. No ano de 564 a monarquia foi derrubada e um governo oligárquico foi estabelecido, no entanto a monarquia foi restaurada rapidamente. Chelbes (564–563 a.C.), Abbar (563–562 a.C.), Mattan III e Ger Ashthari (562–556 a.C.), Baal-Eser III (556–555 a.C.), Hiram III (551–532 a.C.).

    Ciro "o Grande", rei da Pérsia, conquistou a Fenícia em 539 a.C. e dividiu a Fenícia em quatro reinos vassalos Sídon, Tiro, Arwad e Biblos. Grande parte da população fenícia migrou para Cartago, entre outras colônias durante este período.

    - Sob o domínio da Pérsia (539–411 a.C.): Tiro entrou em um período de grande instabilidade no governo, com transições complexas entre governantes. Mattan IV (490-480 a.C.) foi rei de Tiro durante a 2ª Guerra Médica, participou da expedição de Xerxes contra a Grécia, Boulomenus (450 a.C.) e Abdemon (420–411 a.C.).

    - Sob o domínio de Evagoras I de Salamis na ilha de Chipre (411–374 a.C.): O domínio da ilha de Chipre se transferiu para Salamis que era uma colônia Grega situada também na ilha de Chipre, adquirindo independência da Pérsia durante um breve período.

    - Sob o domínio da Pérsia novamente (374–332 a.C.): Em 350 e 345 a.C. uma rebelião em Sídon liderada por Tennes foi esmagada por Artaxerxes III. Eugoras (345 a.C.) e Azemilcus (340–332 a.C.) e Abd-olunim (332 a.C.), que sofreram o cerco e a derrota por Alexandre o Grande da Macedônia.

    - Sob o domínio da Macedônia (332–82 a.C.): Alexandre o Grande conquistou Tiro em 332 a.C. sendo cruel com a cidade e executando cerca de 2000 de seus principais cidadãos, em seguida tomou posse das outras cidades que se submeteram de maneira pacífica. Após a morte de Alexandre o governo da cidade ficou alternando entre os Selêucidas e Ptolomaicos sucessores de Alexandre, como Laomedonte (323 a.C.), Ptolemeu I (320 a.C.), Antígono II (315 a.C.), Demétrio (301 a.C.) e Seleuco (296 a.C.). Entre 286-197 a.C., Tiro e algumas outras cidades foram dominadas pelos Ptolemeus do Egito. Retornando em 197 a.C. para os Selêucidas. A cultura helenística substituiu gradualmente cultura fenícia acabou por desaparecer totalmente em sua pátria de origem, se mantendo apenas nas colônias afastadas do mediterrâneo. Cartago se tornou a capital da Fenícia em 333 a.C. e uma das mais importantes civilizações do Mediterrâneo, chegando até a enfrentar militarmente e quase a vencer o Império Romano, até ser destruída por Roma em 146 a.C.

    - Sob o domínio da Armênia (332–82 a.C.): A Síria e a Fenícia foram capturadas pelo rei Tigranes "o Grande" da Armênia (82-69 a.C.), sendo derrotado pelo general romano Lúculo em 65 a.C.

    - Sob o domínio de Roma (65 a.C.-700): Em 65 a.C. Pompeu, o Grande finalmente incorporou o território à província romana da Síria.

    • Idade Média (700-1291): Próximo do ano 700, Tiro foi conquistada pelo Califado Rashidun ou Califado Ortodoxo. Em 1124 foi conquistada por cruzados que tentaram criar o Reino de Jerusalem, que caiu sob domínio do Império Turco Otomano em 1291.

    •Moderna (1291 - até os dias atuais): Foi dominada pela França após a 1ª Guerra mundial em 1920, sendo posteriormente anexada ao Líbano.

Dados da Civilização:
Nome: Civilização Fenícia
Idade: 3.200 a.C.
Local: Mediterrâneo

Referências:
- Durant, W, The Life of Greece (Simon & Schuster, 1936).
- McMenamin, M. A. (1997). "The Phoenician World Map". Mercator's World 2 (3): 46–51.
- Miles, R, Carthage Must Be Destroyed (Viking Adult, 2010).
- Sabatino Moscati, Ancient Semitic Civilizations, London 1957.
- Worthington, I, Alexander the Great (Routledge, 2004).

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