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Grécia

Grécia - AVPH
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    •A Grécia Pré-Histórica (40.000-2.800 a.C.): o homem chegou a região da Grécia há cerca de 40 mil anos atrás, vindo do oriente médio. Inicialmente eram apenas caçadores e coletores nômades que acabaram se fixando nas férteis terras gregas. Esses povos pré-gregos iniciaram a prática da agricultura na região próximo de 7.000 a.C., durante o período Neolítico (7.000-2.800 a.C.). Umas das mais antigas culturas a habitar esta região foi a cultura Sesklo? (4.000-3.000 a.C.) que vivia em assentamentos bem fortificados.

    •A Idade do Bronze (2.800-1.100 a.C.): uma das primeiras civilizações a aparecer na região da Grécia com origem Proto-Indo-Européia foi a civilização Minóica (2.700-1.450 a.C.), habitando a Ilha de Creta. Sua linguagem era baseada em uma forma ancestral a forma clássica da antiguidade. Eram um povo primeiramente mercantil, baseado na troca e comercio marítimo, se aproveitando das riquesas naturais da região, para comercializar com os outros povos, como Chipre, Síria, Egito e outras ilhas do Mar Egeu. Eram um dos povos mais promissores dessa região. Poucas informações existem sobre esta fantástica civilização, contudo uma lenda muito famosa sobrevive até os dias atuais ("A Lenda do Rei Minos?"). Essa civilização Minóica? que precedeu a civilização Micênica em Creta foi revelada para o mundo moderno através das descobertas de Sir Arthur Evans em 1.900, quando ele escavou um sitio em Knossus.

    Outros povos de origem Proto-Indo-Européia (Ionians? e Aeolians?) migraram em 2.100 a.C. para a região da Grécia continental, vindos do norte e do leste, conhecido como Micênicos, ocuparam praticamente toda a península grega e introduziram a línguagem grega arcaíca aos povos da região e proporcionaram um grande intercâmbio de culturas, formando um povo denominado de pré-gregos, praticamente dando origem as bases para uma transição gradual para os futuros povos gregos. Esses gregos micênicos invadiram a ilha de Creta próximo de 1.450 a.C. e adotaram muito da cultura Minóica, adotaram a forma linear de escrita Minóica e fundaram a cidade Creta, contudo colocaram um fim na civilização Minóica. A civilização Micênica recebeu esse nome, devido as escavações arqueológicas que a descobriram terem sido realizadas em Mycenae, no Peloponeso, região sul da Grécia. Outras regiões onde também foram encontradas diversos vestígios dessa civilização foram em Atenas, Pylos, Tebas e Tirinto. Ela também foi citada muitas vezes nas obras de Homero e na mitologia grega. A classe dominante nessa civilização era a aristocracia guerreira, eles enterravam seus nobres em posição sentada, onde alguns eram até submetidos a processo de mumificação, em tumbas (tholoi) ou grandes câmaras funerárias circulares, com um teto abobadado e com uma passagem de entrada reta forrada de pedras, onde eles sempre enterravam junto adagas, armaduras ou outros equipamentos militares, bem como mascaras e tiaras de ouro, entre outros tesouros. Próximo do ano 1.100 a.C. a civilização Micênica? colapsou, devido as cidades terem sido saqueadas constantemente por povos como os Doriam, que no futuro se mesclariam para dar origem aos gregos clássicos. A região toda entrou numa espécie idade das trevas, pois durante este período os níveis populacionais, culturais, comerciais, entre outros, entraram em um grande declínio, onde a alfabetição foi perdida e a escrita micênica esquecida.

    •A Idade do Ferro (1.100-800 a.C.): o sucesso das invasões dorians que levaram ao final da civilização Micênica, está relacionado ao fato dos dorains estarem equipados com armas constituídas de ferro, que eram consideravelmente superiores que as armas de bronze, quebrando-as com facilidade. Essa idade das trevas grega coincidiu com o enfraquecimento de outros imperios que influenciavam essa região, como os hititas e os egípcios, facilitando assim o resurgimento de novas cidades estados gregas em cerca de 900 a.C. e também o retorno cultural em 800 a.C., com o aparecimento das primeiras letras do alfabeto grego e os épicos de Homero. Durante o período inicial dessa época, as cidades eram governadas por reis, contudo acabaram sendo substituídos pelas aristocracias, onde nobres passaram a ter mais influencia nos governos que os reis. A tecnologia de manejo do ferro foi aprendida com os dorian e aos poucos o bronze foi sendo substituído pelo ferro, principalmente nas áreas de confecção de ferramentas e militar, onde as lanças, espadas, adagas, pontas de flechas, armaduras, escudos, elmos e outros passaram a ser confeccionados de ferro e utilizadas nas principais unidades militares, como a cavalaria e em espécial pela infantaria, que era a principal força dos exércitos gregos. Os povos se miscigenaram dando origem aos gregos classicos e após o término deste período de estagnação, a civilização grega renasceu e se expandiu enormente nas mais diversas áreas (cultural, militar, comercial, filosófica, política, ciêntífica, religiosa, entre outras), culminando em uma das mais fantásticas civilizações da história.

    •A Grécia Arcaíca (800-500 a.C.): inicia com o renascimento da Grécia da idade das trevas como uma civilização promissora e vai até o inicío da democracia e da era de ouro em Atenas. A perda cultural miscênica abriu caminho para adoção pelos gregos do alfabeto fenício, que foi modificado, criando assim, o alfabeto grego. A Grécia resurgiu dividia em diversas comunidades, formando cidades estados independentes. Suas fronteiras eram definidas por questões geográficas, como ilhas, vales, planícies, mares e montanhas. Essas cidades estados eram chamadas de Polis, umas das mais antigas e importantes polis foram Chalcis? e Eretria?, que travaram uma das mais antigas guerras documentadas da história da Grécia, a "Guerra de Lelantine" (710-650 a.C.), pois as duas polis disputavam as terras férteis da planície de Lelantine em Euboea. Ambas as cidades sofreram com a guerra, resultando em um desenvolvimento tardio, contudo Chalcis ficou registrada como vencedora da guerra. As polis realizavam um grande intercâmbio comercial, gerando então a necessidade de desenvolver um sistema de troca especializado, foi então criado um padrão com a utilização de moedas em aproximadamente 680 a.C., contudo essa geração de riqueza acabou criando uma tensão nas polis, pois os comerciantes estavam se tornando ricos e poderosos e muitos deles começaram a influenciar nas formas de governo das polis. Nesse período foi criado o termo "tirano", que tem origem na ideia de "governante ilegítimo", não importando como era a forma de governo.

    As polis prosperaram bastante, entretanto as populações cada vez maiores com uma pouca disponibilidade de terras, começou a gerar novos conflitos entre pobres e ricos em muitas dessas cidades-estados. Umas das soluções encontradas foi a conquista de outras cidades-estados menores, permitindo assim a cidade-estado maior manter seu ritmo de crescimento em detrimento da menor. Em aproximadamente 750 a.C. a cidade-estado de Esparta enfrentou a cidade-estado de Messenia nas chamadas "Guerra Messênia" (685–668 a.C.) e conquistou Messenia, estabelecendo um regime de servidão, onde a população subjulgada trabalharia de forma escrava para os espartanos, ficando conhecidos como hilotas.

    - Esparta era uma cidade-estado situada nas margens do rio Eurotas, na Lacônia, sudeste do Peloponeso, que surgiu da união de 4 aldeias da Lacônia, entre elas as mais importantes ainda na época micênica em 1100 a.C., eram Amiclas e Terapne, que logo após os invasores dórios subjugarem as populações locais e se mesclarem com elas e suas lingaguens criando um novo povo e uma nova linguagem local o Grego dórico. Após as invasões dos dórios em 1000 a.C., ocorreu um decréscimo populacional, que provocou a união das aldeis formando Esparta. Em Terapne foram encontrados santuários dedicados ao rei Menelau e à sua esposa Helena,que são personagens da Ilíada de Homero.

    Segundo os espartanos, suas origens eram mitológicas, sendo o primeiro espartano um cidadão conhecido como Lélex, que com sua família colonizou a região. Seu neto, Eurotas dragou os pântanos da região, dando origem a um rio nomeado em sua homenagem, o Rio Eurotas. Eurotas foi sucedido pelo seu filho Lacedemon, que era casado com uma belíssima mulher chamada Esparta. Lacedemon então conquistou toda da a região da Lacônia e alterou o dela para Lacedemônia homenageando a si próprio e fundou a cidade uma magnífica cidade-estado homenageando sua esposa nomeando a cidade de Esparta. Na época clássica os espartanos também eram chamados de lacedemônios. Durante as invasões dóricas, Esparta ou melhor as aldeias da região que formariam no futuro a Esparta, foram também dominadas e o governo dessa região foi formado por uma diarquia, que começa com os irmãos gêmeos Eurístenes e Procles.

    Esparta era fortemente militarizada e todos os espartanos homens recebiam um elaborado treinamento militar, que os tornavam um dos melhores soldados da Grécia e do mundo na época. A partir do ano de 650 a.C., ela se tornou o poder terrestre militar dominante na Grécia Antiga. Seus habitantes eram classificados como esparciatas, que eram cidadãos espartanos, que possuíam plenos direitos, periecos, que eram servoslibertos e hilotas, que eram servos estatais, originários de povoados vizinhos escravizados. As mulheres espartanas possuíam mais direitos do que em outras partes do mundo clássico. Em seu auge, próximo do ano 500 a.C., Esparta possuía cerca de 30 mil habitantes livres. Era normalemte governada por dois reis, oriundos das duas famílias reais que se afirmavam descendentes de Hércules, segundo a tradição, dos gêmeos Eurístenes e Procles, cujos filhos, Ágis e Euriponte, teriam dado nome às dinastias reinantes: ágidas e euripôntidas. Entre suas funções, se destacavam os serviços de caráter militar e religioso. Em tempo de guerra, um dos reis exercia o comando dos exércitos. Eram membros da Gerúsia e gozavam de certos privilégios, como o direito a uma guarda pessoal, direito a refeição dupla no syssition e a terem uma parte superior aos outros nos despojos de guerra.

Atenas - AVPH
    - Atenas surgiu como cidade-estado próximo de 800 a.C., a partir de uma lenta mistura de populações pré-helênicas nativas com populações helênicas, que migraram principalmente da Iônia, ao longo do tempo colonizando pacificamente as regiões não habitadas, formando assim diversas pequenas comunidades. Sua posição geográfica estratégica, a deixou fora do fluxo das invasões dóricas. No entanto, sua prosperidade atraiu outros povos com interesse comercial que acabaram influenciando na formação de sua cultura. Segundo a mitologia a união destas comunidades é associada à figura de Teseu. A colina conhecida como Acrópole passou então a ser a capital do novo estado. Conforme conta a lenda, a região da Ática era disputada entre o Deus Poseidon e a Deusa Atena. Foi então acordado entre os deuses que aquele que desse aos habitantes da região o presente mais útil seria o vencedor e comandaria a região. Poseidon então presenteou os gregos com uma fonte de água e Atena presenteou-os com uma oliveira, que foi considerada o melhor presente, a cidade então ganhou o nome da deusa. Essa disputa entre deuses pode fazer referência a alguma mudança na população dominante da região e seu respectivo deus adorado em um momento de sua história antiga.

    Atenas foi também umas das principais cidades-estados gregas e em 700 a.C. também enfrentava crises agrarias por falta de terras, que estavam levando há uma crise civil. Na tentativa de resolver a situação o nobre governante da cidade, também conhecido como Arconte, que era uma espécie de chefe magistrado, conhecido como Draco realizou reformas severasnos códigos de lei em 621 a.C., conhecidas como "As leis draconianas", que contudo não conseguiram evitar a crise civil. Alguns anos depois, em 594 a.C., Solon propos a execução de reformas moderadas, que melhoravam a situação dos pobres e agiam com firmeza com aristocracia que estava no poder, dessa forma, ele conseguiu trazer certa estabilidade a Atenas.

    - Tebas era uma cidade-estado grego que se situava ao norte de Atenas. A lenda sobre a fundação de Tebas conta que Cadmus, filho de Agenor, príncipe da Fenícia, foi enviado por seu pai com a missão de recuperar uma mulher conhecida como Europa, que havia sido raptada. Como Agenor proibira a volta dos filhos até que Europa fosse encontrada, Cadmo, que havia viajado com sua mãe Teléfassa, desistiu da busca, e se fixou na Trácia. Quando Teléfassa morreu, Cadmus foi ao oráculo de Delfos perguntar sobre a sua irmã, mas o oráculo disse para ele não se preocupar com ela, e para seguir uma vaca, e fundar uma cidade onde ela caísse de cansaço. Assim ele fez, e encontrou uma vaca, do gado de Pelagon, na Fócida; ele seguiu a vaca até o local onde mais tarde seria fundada Tebas. Cadmo mandou seus companheiros buscarem água, mas a fonte era guardada por um dragão, enviado por Ares, que matou quase todos que foram enviados. Indignado, Cadmo matou o dragão, e semeou os dentes do dragão na terra como uma colheita da qual nasceram soldados totalmente armados, que lutaram até a morte, até que só sobraram cinco, quando Equionte, um deles, comandou que eles parassem de lutar. Os nomes destes semeados (espartos) eram Equionte, Udeu, Ctônio, Hiperenor e Peloro. Para propiciar Ares, Cadmo serviu um ano (equivalente a oito dos anos atuais) a Ares, e depois disso se casou com Harmonia, a filha da união de Ares com Afrodite.

    - Corinto foi uma cidade-estado que surgiu na entrada da ponte de terra que liga o Peloponeso com o restante da Grécia. Essa região já era habitada desde a Era Neolítica, há aproximadamente em 6.000 a.C. por tribos nômades. Sua origem mitológia contada pelos coríntios da época de Pausânias, dizia que a cidade havia sido fundada por Corintos, filho de Zeus, e que Éfira, filha de Oceano fora a primeira moradora da região, que na época se chamava Efireia. Corinto foi uma das cidades gregas mais florescentes da antiguidade clássica, foi soberana durante todo o período arcaico da Grécia, experimentando um elevado desenvolvimento comercial favorecido pela sua localização. A arte e a cultura foram muito desenvolvidas devido o acúmulo de riquezas da aristocracia local. Entretanto, entre 657-625 a.C., Corinto foi governada por um tirano chamado Cípselo, finalizando com a fase áurea e iniciando uma fase de expansionismo, onde foram fundadas diversas colônias no noroeste da Grécia.

    Corinto era uma grande cidade, chegando a possuir 250 mil habitantes, existiam 2 grandes portos que movimentavam sua economia, um ficava no golfo de Corinto e o outro ao sul, no mar Egeu. Existiam também 2 grandes templos, o Templo de Afrodite e o Templo de Apolo. Durante seu auge, Corinto chegou a ser rival de Atenas e de Esparta, oferencendo também grande resistência ao domínio persa. Seu declínio e perda de autmonomia começaram com o domínio do Império Macedônio.

    Em 500 a.C. algumas cidades-estados gregas já se destacavam das demais, mostrando grande ritmo de prosperidade, como Atenas, Esparta, Corinto e Tebas. Cada uma dessas cidades possuim grandes áreas rurais e outras cidades-estados menores subjulgadas sob seu controle.Atenas e Corinto ainda possuíam regiões estratégicas portuárias que as tornaram grandes navegadoras e comerciantes marítimas. Essa elevada prosperidade resultou em aumentos populacionais, obrigando esses novos gregos a migrarem para outras regiões, criando assim as colônias gregas. As maiores colônias gregas foram formadas na Magna Grégia (atuais sul da Itália e Sicilha), Ásia menor e em algumas ilhas do Mar Mediterrâneo. Proporcionado um expansão do "Mundo grego" e dissiminando através dele, sua cultura e linguistica. Essas colônias não eram controladas pelas cidades-estados gregas, eram novas comunidades que properavam produzindo localmente e mantendo grande contato comercial e religioso com as outras cidades gregas.

    Contudo essa expansão não foi bem vista por outras civilizações que dominavam aquelas regiões, iniciando uma série de conflitos entre a colônias e cidades-estados gregas principalmente com Siracusa e com Cartago. Esses conflitos se estenderam desde 600 a.C. até 265 a.C., quando Rome entrou em cena se tornando o novo poder dominante naquela região. Surgindo logo em seguida as famosas "Guerras Punicas?". No perído próximo de 550 a.C., a economia da Grécia e suas colônias estavam se desenvolvendo enormemente, elevando a qualidade de vida da população em cerca de 5 vezes. Contudo assumiu o poder em Atenas o tirano Peisistratos e seus filhos Hippias e Hipparchos provocando uma enorme insatisfação popular. Em 510 a.C. o aristocrata ateniense Cleistenes convence o Rei de Esparta Cleomenes I a ajudar a acabar com a tirania em Atenas. Com Esparta e Atenas unidos, os tiranos foram retirados do poder, contudo Cleomenes I colocou como Arconte Isagoras, uma espécie de governante vassalo de Esparta, gerando novamente descontamento nos atenienses. Cleistenes novamente interveio e inscitou aos cidadãos ateniense a uma revolução pelo poder político, lutando para transformar Atenas em uma "Democracia". Os atenienses adotaram essa ideia com grande entusiasmo, novas ideias foram incrementadas aos planos originais de Cleistenes por Isagoras e com o apoio popular, conseguiram repelir a influência espartana que estava invandido Atenas e implantar a democracia, surgindo a "Era de Ouro" ateniense.

    •A Grécia Clássica (500-323 a.C.): foi um período de grande evolução para a civilização grega, especialmente para a cidade-estado de Atenas. Cada cidade-estado possuía seu governo independente, algumas haviam sido sunjulgadas ou então foram construídas a partir de outras cidades-estado e acabavam mantendo relações de servidão, obediência ou apenas leve influência. No entanto todas elas se consideravam gregas, dessa forma até a grande rivalidade de Atenas com Esparta ficou em segundo plano, quando as colônias gregas da região da Jônia na Ásia Menor (do outro lado do mar Egeu), principalmente Mileto e os povos gregos (aqueus, jônios, dórios e eólios) se revoltaram contra o domínio Persa que havia chegado naquela região.

    As Guerras Médicas (492-479 a.C.): As colônias gregas das costas ocidentais da Ásia Menor, se dedicavam ao comércio, substituindo gradualmente a função que era desempenhada pelos fenícios. A independência destas cidades jônicas terminou quando elas caíram uma após a outra nas mãos do rei Creso, da Lídia, obrigando-as a pagar enormes tributos. A situação piorou quando o reino da Lídia foi conquistado pelo rei persa Ciro II em 546 a.C., mantendo as cidades gregas subjulgadas. O rei persaseguinte Dario I governou as cidades gregas com cautela, procurando ser tolerante, contudo os fenícios já eram um dos povos conquistados pelos persas e sempre tiveram o apoio para se desenvolver comercialmente e como os gregos eram concorrentes diretos e rivais tradicionais comercialmente dos fenícios, os jônios começaram a sofrer duros golpes comerciais, como a conquista de Náucratis no Egito, a conquista de Bizâncio, que a porta para o Mar Negro e a queda de Sibaris, um dos maiores mercados de tecidos e ponto de apoio vital para seu comércio. Dessa forma, foi surgindo um imenso sentimento de revolta contra os opressores persas, sentimento este que foi aproveitado pelo ambicioso tirano da cidade de Mileto, Aristágoras, para mobilizar as cidades jônicas em 499 a.C. contra o Império Persa. Aristágoras solicitou ajuda às cidades de Hélade, mas somente Atenas enviou 20 barcos, quase a metade de sua frota e Erétria da ilha de Eubeia, que enviou 5 barcos, resolveram ajudar. Esparta não ofereceu nenhuma ajuda. O exército grego atacou Sardes, capital da Lídia, destruindo-a e a frota naval atacou Bizâncio, recuperando-a. O rei Dario I em 497 a.C., enfurecido, mandou seu exército liderado pelo general persa Megabyzus, que destruiu o exército grego em Éfeso e afundou a frota grega na batalha naval de Lade. Em seguida, os persas reconquistaram todas as cidades jônias em 494 a.C., destruíram Mileto, dizimando e escravizando a população.

    Conforme recontado pelo historiador grego Herodoto, a "Primeira Guerra Médica", tem início quando Dario I decidiu castigar os gregos que haviam auxiliado os rebeldes jônios. Dario I ficou tão furioso com a revolta grega que pediu seu arco e atirou um flecha para o céu e disse:"Zeus, conceda-me a vingança sobre os atenienses" e encarregou um de seus servos de confiança de dizer para ele todo dia depois da janta 3 vezes: "Mestre, se lembre dos atenienses". Ele então enviou seu sobrinho Artaphernes ou Artafernes e um nobre chamado Datis, com uma frota para atacar a grécia continental. Em 493 a.C. Temístocles foi eleito arconte de Atenas e já previa intenções da Pérsia em atacar a Grécia. Ele fortificou o porto de Pireu convertendo-o em uma poderosa base naval e aumentou a frota de navios. Os barcos persas chegaram no verão de 490 a.C., comandados por Artafernes, eles conquistaram as ilhas Cíclades e a Eubeia, como represália por sua intervenção na revolta jônica, em seguida, outra frota comandada por Datis desembarcou na costa oriental da Ática, em Maratona, lugar escolhido estratégicamente.

    A Batalha de Maratona (490 a.C.): No mês de agosto ou setembro do ano 490 a.C. a frota persa chegou ao litoral grego em uma planície a leste de atenas, conhecida como Maratona. O general ateniense Miltiades, que possuía grande experiência combatendo os persas, marchou com os hoplitas atenienses rapidamente para bloquear o espaço de desembarque na praia e dificultar os movimentos persas em terra. Ao mesmo tempo enviou o melhor corredor grego chamado Pheidippides ou Philippides (Fidípides) para solicitar ajuda de Esparta na batalha. Pheidippides foi apé correndo por quase 200 quilômetros em menos de um dia, contudo chegou em Esparta durante o festival da Carneia, que era considerado um período sagrado de paz e recebeu a notícia que Esparta somente poderia ajudar depois de 6 dias ao término do festival. Miltiades havia solicitado ajuda há outras cidades-estados gregas que não tiveram tempo de responder, apenas Plataea conseguiu enviar 1.000 hoplitas que chegaram junto para reforçar os 10.000 hoplitas atenienses na batalha contra os exércitos persas compostos de 600 triremes, que transportavam cerca de 25.000 soldados de infantaria e 1.000 de cavalaria.

    Conforme Herodoto que recontou a história de Cynaegirus que foi morto durante a batalha, o general Miltiades não perdeu tempo e ordenou o ataque antes que as tropas persas pudessem se organizar. A poderosa cavalaria persa nem conseguiu entrar em batalha, até por que naquele local não havia espaço para manobrarem. A formação grega contou com duas tribos no centro, tribo Leontis liderada por Themistocles e a tribo Antiochis liderada por Aristides, e 8 tribos nos flancos. Quando a linha grega estava em formação, marcharam os cerca de 1.500 metros que separavam os 2 exércitos e ao chegar aos últimos 200 metros de distância entrando no raio de alcance das flechas, os gregos partiram para a ataque correndo, se protegendo com suas armaduras e escudos das saraivadas de flechas persas. Ao alcançarem os persas os hoplitas retomaram a formação e entraram em batalha corpo a corpo colidindo com o exército inimigo. Os Atenienses possuíam as melhores armas e armaduras, suas lanças e espadas de ferro pulverizaram as armaduras persas, que eram em sua grande maioria de couro e bronze, provocando após os minutos iniciais de batalha verdadeiro pânico no exército persa. Quando o centro de batalha da linha persa foi quebrado, o pânico se generalizou e o exército persa todo bateu em retirada em direção aos barcos. Os gregos partiram para a perseguição dos persas até os barcos, conseguindo capturar 7 barcos inimigos, contudo a grande maioria conseguiu escapar. Após o termino da batalha, foram contados cerca de 6.000 persas mortos, 7 barcos destruídos e 7 capturados. Entre os gregos, estima-se cerca de 1.500 mortos e entre eles estavam o arconte de guerra Callimachus e o general Stesilaos.

    A vitória grega foi anunciada pelo corredor Pheidippides, que correu os 42 quilômetros entre Maratona até Atenas, fazendo um esforço tão grande que morreu logo após anunciar a vitória ("Alegraivos, atenienses, nós vencemos!"), em sua homenagem foi criada a corrida de longa distância nos jogos olímpicos denominada de Maratona. Após a fuga dos persas de Maratona, eles verificaram que todo o exército ateniense estava em Maratona e que haviam deixado a cidade-estado de Atenas desprotegida e tentaram efetuar novo ataque a cidade. As tropas gregas que estavam em Maratona percebendo o rumo dos navios persas, verificaram que Atenas estava sob ameaça e retornaram com 6 tribos o mais rápido possível, deixando 2 tribos guardando a praia de Maratona. As tropas gregas chegaram a tempo de impedir o desembarque persa em Atenas. Os persas vendo que haviam perdido a oportunidade, voltaram para a Ásia. O exército de Esparta marchou 220 quilômetros em 3 dias, contudo chegou apenas no dia seguinte após o fim da batalha e verificou a grande vitória dos ateniensis. Essa vitória marcou o fim da primeira invasão persa da Grécia e o retorno das forças persas para a Ásia. Dario I em seguida começou a levantar um enorme exército novo com o qual pretendia subjugar completamente a Grécia.

    A Segunda Guerra Médica: A derrota de Maratona serviu apenas para aumentar ainda mais a ira de Dario I, que ao retornar a Pérsia inicia os preparativos para efetuar uma nova invasão, agora para evitar contratempos, ele atacaria por terra, sendo apenas apoiado por mar e levaria consigo o maior exército já reunido no mundo. Contudo, em 486 a.C. Dario I morre deixando de legado para seu filho escolhido como sucessor Xerxes I, neto do Rei Ciro I "O Grande", sua raiva contra os gregos. Xerxes I convocou para a batalha exércitos de todas as nações conquistadas pela Pérsia, trouxe soldados assírios, Fenícios, babilônios, egípsios, entre outros e preparou mantimentos para todas as etapas. O exército reunido totalizava cerca de 60 mil soldados incluindo 10 mil soldados de elite persas chamados "Os Imortais". Em 482 a.C., Xerxes I após reprimir revoltas no Egito e na Babilônia parte em direção a grécia, onde pelo caminho foram conquistando todas as regiões, sendo inicialmente vitoriosos em todas as batalhas.

    Em 481 a.C., as cidades-estados gregas lideradas por Atenas e Esparta, criaram uma aliança militar para se protegerem dos persas. Este pacto proporcionaria a Esparta a tarefa de comandar todo o exército grego reunido em combate contra os persas. Embaixadores persas foram enviados a todas as cidades-estados gregas exigindo "Terra e Água" símbolos de submissão e servidão ao Império Persa em troca do não ataque persa. Muitas ilhas e cidades gregas aceitaram como Tebas, mas Atenas, Esparta e seus aliados não aceitaram. Em Esparta os embaixadores foram até assassinados devido a arrogância com que tentaram negociar. Dois nobres espartanos se ofereceram para se entregar a Xerxes I e foram levados até Susa, sendo recebidos pelo rei. Os emissários espartanos lhe disseram: "Rei dos Medos, fomos enviados para que possas vingar a morte dada a vossos embaixadores em Esparta". Xerxes lhes respondeu que não cometeria o mesmo crime e que nem com a morte deles os espartanos seriam libertados da desonra.

    A Batalha das Termópilas (480 a.C.): A aliaça grega sugeriu que poderiam se reunir no estreito Vale de Tempe, na fronteira da Tessália, para bloquear o avanço de Xerxes I. Foi então enviada uma força de 10.000 hoplitas para o vale, através do qual eles acreditavam que o exército persa teria de passar. Contudo, ao chegarem lá foram avisados por Alexandre I da Macedônia, que o vale poderia ser atravessado e rodeado pela passagem de Sarantoporo, pois o exército persa era imenso, sendo assim os gregos se retiraram. O poderoso exército de Xerxes I, cruzou o Helesponto e seguiu a rota da costa, entrando na península no final de agosto ou início de setembro. Temístocles sugeriu uma segunda estratégia para a aliaça grega, pois a rota sul da Grécia exigiria que os exércitos persas atravesassem a passagem estreita das Termópilas ("Portas Quentes"), que era uma passagem estreita entre as montanhas e o mar, podendo ser bloqueada mais facilmente. O rei espartano Leônidas recrutou cerca de 300 hoplitas da guarda real, os Hipeis (espartanos de elite), que iriam compor as linhas de frente durante a batalha formando as famosas falanges gregas, estes hoplitas eram considerados os melhores soldados do mundo na época. No caminho recebeu reforços de diversas cidades-estados gregas, totalizando pouco mais de 7.000 soldados e uma forte frota naval comandada pelo general ateniense Temístocles, enfrentou a frota naval persa no estreito de Artemísio, a Batalha naval de Artemísio ocorreu ao mesmo tempo que a das Termópilas.

    Leonidas foi avisado pela cidade vizinha Traquínia que existia um caminho montanhoso que poderia ser utilizado para contornar o desfiladeiro das Termópilas, Leônidas então enviou 1.000 soldados focídios (da cidade-estado Fócida) para defender a posição e evitar essa manobra persa. Os aliados gregos realizaram um conselho de guerra onde os peloponésios sugeriram efetuar a retirada para o istmo de Corinto e efetuar o bloqueio nessa passagem para o Peloponeso, contudo os habitantes da Fócida, Traquínia, Lócrida e outras cidades-estados menores, solicitaram que a defesa nas Termópilas fosse mantida, para tentar evitar a destruição de suas cidades. Leonidas concordou em defender as Termópilas. Em seguida, o exército persa foi visto cruzando o Golfo de Mália e se aproximando das Termópilas. Xerxes I enviou um emissário para negociar com Leonidas, Ofereceu aos aliados sua liberdade e o título de "Amigos do Povo Persa", onde receberiam as terras mais férteis, entre outras ofertas. Leônidas recusou instâtaneamente os termos, o embaixador então solicitou que entregassem as armas, então Leonidas respondeu com a famosa frase "Venham buscá-las". O embaixador então ameaçou "Nossas flechas serão tão numerosas que irão tapar a luz do sol" e Leônidas respondeu: "Tanto melhor, combateremos à sombra!". Mesmo assim, Xerxes I aguardou 5 dias a espera da rendição para evitar maiores perdas e achando que havia intimidado os gregos, porém os persas enfrentavam problemas de abastecimento devido o tamanho do exército ser tão grande, o que significava que não podiam permanecer em um mesmo lugar por muito tempo, sendo portanto, obrigados a recuar ou avançar. Avançar significava atravesar as Termópilas e então verificando que os gregos não haviam se intimidado, os persas atacaram.

    Naquele desfiladeiro estreito os persas estavam em desvantagem, não podiam usar sua poderosa cavalaria e sua superioridade numérica não podia ser utilizada, pois o estreito fazia com que o combate fosse bem próximo da igualdade numérica. Os gregos lutaram bravamente mesmo estando em números muito inferiores que os persas. Os espartanos liderados pelo seu rei Leonidas e seguidos pelos demais gregos massacraram vários batalhões persas enviados por Xerxes I sem sofrer muitas baixas. As lanças persas eram mais curtas e de qualidade inferior que as gregas. Os gregos estavam equipados com elmos, couraças, escudos, grevas, lanças e pequena espadas. Como os demais batalhões não haviam gerados resultados satisfatórios, Xerxes I enviou então seu batalhão de elite "os Imortais", comandados por Hidarnes. "Os Imortais" eram a élite da infantaria persa, de acordo com a tradição, seu nome tinha origem no fato de que sempre que morria um dos seus soldados, este era substituído por outro devidamente treinado, mantendo sempre um número constante de 10 mil, como se ninguém tivesse morrido, sendo "imortais". Estes soldados de elite eram muito bem treinados e equipados com armas e armaduras melhores que o resto de todo o exército persa. Contudo os Imortais mesmo sendo os melhores em batalha da Pérsia, não eram melhores que os gregos e principalmente os Hipeis (espartanos de elite), apenas conseguiram promover algumas baixas a mais nas falanges gregas. Xerxes I ordenou o recuo das tropas pois um de seus irmãos havia morrido durante a batalha. Depois de 2 dias de batalha sem conseguir avançar e com diversas baixas, Xerxes I resolveu mudar de estratégia, se esforçando em encontrar outras alternativas para furar o bloqueio grego. Foi somente com o auxílio de um traidor grego conhecido como Ephialtes de Mális, que revelou um caminho secreto através das montanhas que conduziu os persas contornando o desfiladeiro até a retaguarda grega na saída das Termópilas. Xerxes I ficou entusiasmado e enviou Hidarnes e os Imortais para percorrerem o caminho durante a noite, para atacarem os Gregos ao nascer do sol. Os Fócios que guardavam esse caminho sob orientação de Leônidas, ao perceberem o avanço dos persas e receberem ataque dos arqueiros Medos, fugiram abandonado a posição de defesa.

    Sabendo que as defesas seriam ultrapassadas, Leônidas reuniu o conselho de guerra para ouvir as opiniões, uns eram a favor da retirada para tentar se defender em outro ponto estratégico, outros acreditavam que deviam permanecer defendendo até ao último homem. Leônidas declarou que todos os Aliados eram livres para partir, já que não sentiam coragem para combater e apenas ele e os seus 300 soldados ficariam, pois não podiam desertar devido a Constituição de Licurgo (que declarava a deserção a suprema desonra para um Espartano) e se o espartano morresse em batalha, seu nome seria glorificado e jamais cairia no esquecimento. Leônidas dispensou a maior parte do exército grego e permaneceu para proteger a retirada, juntamente com 300 espartanos, 700 téspios, 400 tebanos e mais alguns outros soldados de outras cidades que se recusaram a fugir, a maioria deles morreu nessa última batalha. Após a queda das Termópilas, os navios aliados em Artemísio recuaram para Salamina para se reorganizar.

    A Batalha das Salamina (480 a.C.): Após atravessarem as Termópilas, toda a Grécia central estaria sucetível ao ataque dos persas. Após a derrota de Leônidas, a Beócia e a Ática foram devastadas, a frota grega abandonou suas posições na Eubeia e a cidade-estado de Atenas foi evacuada, buscando refúgio para as mulheres e crianças nos arredores da ilha de Salamina. Desse lugar presenciaram, a captura, saque e incêndio de Atenas pelas tropas dirigidas por Mardônio, que também destruiram os monumentos da Acrópole. Temístocles planejou atrair a frota persa e forçar o combate em Salamina, em posição estratégia que favorecia enormente os gregos. Os persas acreditando que eram invencíveis, atacaram de qualquer maneira. Conta a lenda que Temístocles se fez passar por traidor ante o rei da Persa, incitando-o a uma vitória segura em Salamina, esta atitude sábia de Temístocles fez com que a frota ateniense conseguisse destruir a frota persa, mudando o rumo da guerra. Enquanto os coríntios e os espartanos defendiam uma aglomeração militar no istmo, Temístocles concentrou a frota de 200 embarcações (trirremes) na baía de Salamina, enfrentando a frota persa, que mesmo em maior número, teve sérias dificuldades para efetuar manobras devido falta de espaço no estreito.

    Xerxes I acreditando na vitória certa, decidiu entrar no combate naval, utilizando um grande número de navios, entre eles os fenícios, famosos em batalha, entretanto, a frota persa não tinha coordenação ao atacar, pois a armada era composta por navios de diversas civilizações e muitos nunca haviam lutado junto, enquanto que os gregos tinham sua estratégia elaborada, suas alas envolveriam os navios persas e os empurrariam uns contra os outros para priválos de movimento. O plano resultou em caos entre a frota persa, os barcos se chocaram entre si, muitos afundaram e os persas não eram bons nadadores, enquanto os gregos ao cair no mar nadavam até a praia e estariam prontos para o combate novamente. A noite colocou um fim ao combate, contudo já se verificava a destruíção da poderosa armada persa. Xerxes assitiu impotente a batalha do alto de uma colina. Plutarco escreveu após a batalha: "Os helenos sabiam que quando chega a hora do combate, nem o número, nem a majestade dos barcos e nem os gritos de guerra dos bárbaros podem atemorizar os homens que sabem se defender corpo a corpo e têm o valor de atacar o inimigo".

    A Batalha da Plataea e Mícale (479 a.C.): Surgiram revoltas internas na Babilônia em outras provincias que obrigaram Xerxes I a regressar à Ásia Menor, retornando a Pérsia com grande parte de seu exército. Ele deixou o comando das tropas restantes ao seu general (lugartenente) Mardônio. Mardônio verificando que sua posição na Grécia já não era tão favorável, ofereceu a liberdade aos gregos se fizessem um acordo de paz vatajoso para a pérsia. Contudo Licidas, o único membro do conselho de Atenas que votou a favor dessa causa, foi apedrejado até a morte por seus companheiros. Mardônio então atacou novamente a cidade-estado de Atenas, obrigando os atenienses a buscar refúgio novamente em Salamina e ver Atenas sendo incendiada pela segunda vez. Os Atenienses solicitaram ajuda de Esparta, então o general espartano Pausânias reuniu um exército espartano e marchou contra Mardônio. Mardônio recuou para tentar uma defensiva no ponto estratégico de Plataea ou Platéias. O comandante grego Pausânias, conhecido por seu sangue frio, recebeu reforços de Atenas e das outras cidades-estados gregas e partiu para o ataque aos persas nas Platéias. Ao mesmo tempo ocorreu a batalha naval de Mícale nas proximidades com o apoio a frota naval grega. Pausânias conseguiu uma vitória estrondosa em Plataea e a frota naval também em Mícale, capturaram um grande barco persa que estava aguardando no acampamento. Essa vitória foi como um sinal para o levantamento dos jônios contra seus opressores presas. Os persas se retiraram da Hélade, pondo assim fim aos sonhos de Xerxes I de invadir e conquistar o mundo helênico, chegando final das famosas "Guerras Médicas" e ao primeiro confronto do Oriente e com o Ocidente. Contudo, os persas continuaram influênciando no relacionamento entre as cidades gregas durante todo o período clássico.

    Após a vitória grega, a necessidade de se defender de futuros ataques persas e equipar o exército grego, as cidades-estados gregas lideradas por Atenas criaram a Confederação de Delos (Liga de Delos) em 477 a.C., onde inicialmente cada cidade-estado deveria contribuir enviando barcos e soldados para criar um exército comum. No entanto algumas cidades pequenas não conseguiam atingir suas cotas e acabaram sendo obrigadas a contribuir com outros recursos (dinheiro,ouro). Os recursos acumulados pela Liga eram inicialmente armazenados em Delos, entretanto essa sede foi transferida para Atenas, que se aproveitou da situação e começou a utilizar os recursos da liga em benefício próprio, impulsionando sua indústria, comércio e se modernizando. Atenas ingressou em uma era de grande prosperidade, impondo sua hegemonia ao mundo grego e se tornando um império. O auge dessa época ocorreu entre 461 a 431 a.C., durante o governo de Péricles, sendo conhecido como "Século de Péricles". Em 458 a.C. Esparta se alia a outras cidades gregas revoltadas contra o domínio ateniense e funda a Confederação do Peloponeso (Liga do Peloponeso) e iniciam algumas batalhas inconclusivas e diante da ameaça ainda existe da Pérsia, os gregos assinam um tratado de paz em 447 a.C., que deveria durar 30 anos. No entanto, em 431 a.C.o tratado de paz é quebrado.

    A Guerra do Peloponeso (431-404 a.C.): segundo o historiador Tucídides, as cidades-estados de Corcyra? e Epidamno? iniciaram uma disputa, Corinto interveio apoiando o lado de Epidamno. Atenas com medo que Corinto capturasse a frota marinha de Corcyra (que era menor apenas que a de Atenas) e ultrapasse seu poderio naval, interveio no conflito apoiando Corcyra, impedindo que Corinto desembarcasse em Corcyra na Batalha de Sybota, sitiou Potidaea e proibiu todo o comércio dos gregos com Corinto (Decreto de Megara?). Corinto com medo solicitou ajuda de Esparta, que verificando como ótima oportunidade de desafiar Atenas, declarou que o tratado havia sido violado e iniciou a Guerra do Peloponeso. A primeira fase dessa guerra ficou conhecida como a "Guerra Arquidamuso", devido o rei espartano Archidamus II e durou até 421 a.C., quando o "Tratado de Paz de Nicias" foi assinado. Durante a guerra os atenienses se mantiveram na defensiva, pois sabiam que as forças terrestres lideradas por Esparta eram superiores, no entanto, a marinha ateniense era mais poderosa e mesmo durante os períodos de cerco a cidade-estado de Atenas, o abastecimento naval continuava, evitando que a cidade sofresse tanto. Os espartanos evitavam se manter longos períodos de tempo longe de Esparta, pois temiam as revoltas de seus hilotas ("escravos").

    Em 430 a.C. Atenas sofreu uma terrível epidemia, uma praga matou cerca de um quarto da população, incluindo o governante Péricles, após a sua morte outros governantes menos conservadores assumiram o poder e mudaram a estratégia de defensiva para ofensiva. Atenas partiu para o ataque, sofrenndo derrotas humilhantes em Delium e Amphipolis, contudo na Batalha de Pylos, Atenas conseguiu capturar 300 a 400 hoplitas espartanos e ofereceu a vida deles em troca de um tratado de paz benéfico para ambas as partes, o qual Esparta acabou aceitando. Os hoplitas retornaram para Esparta e a cidade de Amphipolis retornaria para Atenas. A Paz de Nicias (421 a.C.) prometia durar no mínimo 50 anos, contudo, em 415 a.C. começou a segunda fase da Guerra do Peloponeso, quando Atenas embarcou em uma expedição siciliana de apoio a aliada Segesta atacada por Siracusa e para conquistar Sicília. Esparta não tinha intenção de participar dessa guerra, mas Alcibíades, o general ateniense da expedição siciliana, desertou e fugiu para Esparta ao ser acusado injustamente de atos ímpios e convenceu os espartanos de que não poderiam permitir que Atenas subjugasse Siracusa, pois Atenas se tornaria muito poderosa e senhora de toda a Grécia. Esparta então decidiu inervir, trazendo o desastre para os atenienses. As colônias da Jônia (Ásia Menor) se rebelaram com o apoio de Esparta. Em 411 a.C., uma revolta oligárquica em Atenas buscou caminhar para a paz, mas a marinha ateniense, que permanecia comprometida com a democracia, se recusou a aceitar e continuou lutando em nome de Atenas. A oligarquia governante em Atenas entrou em colapso, até que um general da marinha espartana Lysander fortaleceu o poder naval de Esparta e começou a acumular vitórias em batalhas navais, mesmo após de uma derrota na Batalha de Arginusae, Lysander conseguiu efetuar um golpe esmagador na Batalha de Aegospotami em 405 a.C., quase destruindo a frota naval ateniense. Atenas se rendeu no ano seguinte, levando ao fim da Guerra do Peloponeso.

    Essa guerra deixou uma enorme devastação na grécia e iniciou o 4º século quarto sob hegemonia espartana, mas esta também estava muito enfraquecida pelas guerras, a tal ponto que em 395 a.C. Atenas, Argos e Tebas, dessa vez liderados por Corinto se sentiram capazes de desafiar o domínio espatano, resultando na Guerra de Corintos (395-387 a.C.). A Périsa verificando uma oportunidade de dividir e enfraquecer a Grécia possibilitando uma futura invasão, ofereceu ajuda aos espartanos, temendo a intervenção da Pérsia, que já iniciara conquistando a Jonia e Chipre, que não puderam contar com a ajuda de nenhum dos lados gregos, a Guerra de Corintos foi terminada. O descontentamento geral com a hegemonia espartana aumentou ainda mais, pois a grécia ainda sob domínio de Esparta havia cedido ao Império Persa territórios sem defesa alguma. Em 371 a.C. Esparta ao tentar impor sua vontade sobre os tebanos, sofreu uma derrota esmagadora para o general tebano Epaminondas na Batalha de Leuctra, inaugurando um período de domínio da cidade-estado de Tebas. Privados de terra e de seus servos, os espartanos se recusaram a aceitar a derrota e continuaram na luta pelo poder. Mesmo sendo vitoriosos na Batalha de Mantineia em 362 a.C., os tebanos perderam seu brilhante general Epaminondas e grande parte da sua mão de obra, enfraquecendo ainda mais a Grécia. Ao ponto de quase não existir mais cidades-estados dominantes na Grécia.

    Em 346 a.C., incapaz de vencer durante 10 anos de guerra com a Fócida, Tebas chamou Filipe II da Macedônia para ajudar. Filipe II rapidamente forçou as cidades-estados unidos pela Liga de Corinto a atacar e pacificar a grécia, que estava enfraquecida e debilitada devido tantas guerras internas. Entretanto ele conquistou os territórios de toda a grécia e a parte grega que estava sob domínio Persa para a Macedônia, iniciando em 338 a.C. na batalha de Queroneia, o período helenístico.

    •O Periodo Helenístico (323-146 a.C.): O enfraquecido da Grécia possibilitou a ascensão da Macedônia, liderada por Filipe II. Durante 20 anos Filipe II unificou seu reino, expandiu para norte e oeste, às custas de tribos da Ilíria, conquistou a Tessália e a Trácia. Seu sucesso foi resultado de reformas inovadoras no exército macedônico. Filipe II interveio rapidamente nos assuntos gregos, quando sua ajuda foi solicitada. Ele havia verificado a oportunidade novas conquistas, ao auxiliar Tebas na Batalha de Chaeronea (338 a.C.), que no entanto, culminou em uma invasão, que se extendeu por toda a Grécia, exceto em Esparta. Filipe II obrigou a maioria das cidades-estados a se juntar a Liga de Corinto, tornando assim suas aliadas e impedindo-as de entrar em guerra umas com as outras. Filipe II entrou então em guerra contra o Império Aquemênida (Império Pérsa), porém foi assassinado por Pausanias de Orestis logo no início do conflito. Filipe II foi sucedido por seu filho Alexandre "O Grande" da Macedônia, que havia estudado nas melhores escolas e professores da Grécia. Foi aluno de Aristóteles e aprendeu muito sobre estratégias de liderança e as "artes da guerra", quando assumiu o trono estava devidamente preparado, marchou para a Pérsia com auxílio do exército grego e conquistou blilhantemente seus adversários. Ele continuou a guerra de pai, derrotou Dario III da Pérsia e conquistou completamente o Império Aquemênida, anexando-o a Macedônia, conquistou também a Síria, a Fenícia, a Palestina, o Egito e parte da Índia, ganhando assim o epíteto de "o Grande". Alexandre morreu em 323 a.C., deixando o poder e a influência grega em seu apogeu, que provocou uma mudança fundamental na cultura clássica das cidades-estados, desenvolvendo-se para uma cultura helenística.

    Após a morte de Alexandre, o Império foi dividido em novos reinos menores entre os generais, contudo estes reinos se mantiveram fortes (Ptolemy no Egito, Seleucus Mesopotamia e India e Antigonid na Grécia, Trácia e Anatólia). As cidades-estados gregas se revoltaram contra a Macedônia, mas foram derrotados em 322 a.C. na Guerra Lamiaca. Durante o domínio macedônico, ocorreram diversas revoltas nas cidades-estados gregas tentando restaurar a democracia, mas o governo tirânico macedônico não permitiu. Foram então criadas duas ligas, a Liga Achaean? que incluía Tebas, Corinto e Argos e a Liga Aetolian? que incluía Esparta, Atenas e outros aliados. Esparta acabou não participando muito ativamente da liga preferindo agir por conta própria. Em 267 a.C., Ptolemeu II persuadiu o gregos a se revoltarem contra a Macedônia, iniciando a Guerra Chremonidean (devido o líder ateniense Chremonides). No entanto , novamente os gregos foram derrotados e Atenas foi castigada, perdendo toda a sua liberdade e democracia. Em 225 a.C., a Macedônia derrota os Egípcios e recupera o controle das ilhas gregas do Mar Egeu, exceto Rodes que continuou mantendo seu próprio governo. Aproveitando da situção Esparta ataca a liga Achaean e toma o controle da liga. Contudo em 222 a.C. a Macedônia derrota Esparta e anexa a cidade-estado ao seu império. Filipe V da Macedônia verificando o poder crescente do Império Romano e prevendo possíveis ataques de Roma, criou em 217 a.C. o Tratado de Paz de Naupactus, entre os gregos e macedônicos. Em 215 a.C. Filipe V formou uma aliança com Cartago, que nesse período era a maior rival de Roma, se unido também as cidades-estados gregas, Rodes e Pergamum contra Roma.
    A primeira Guerra Macedônica contra Roma ocorreu em 212 a.C., que terminou empatada em 205 a.C., devido Roma ter que combater em diversas frentes ao mesmo tempo, contudo a Macedônia agora está marcada como inimiga de Roma. Em 202 a.C. Roma consegue derrotar Cartago e estava livre para retomar sua campanha contra a Macedônia e a Grécia. Iniciando a segunda Guerra Macedônica contra Roma em 198 a.C., já no ano seguinte (197 a.C.) Filipe V é derrotado na Batalha de Cynoscephalae pelo proconsul romano Titus Quinctius Flamininus. Filipe V foi obrigado a se render a Roma e se tornar um "aliado comandado por Roma". Titus "libertou" os povos gregos do domínio macedônico declarando-os livres, contudo obrigou-os a aderirem a uma nova liga ou aliança militar controlada por Roma. O poderio militar dos povos gregos e macedônicos foi declinando ao longo do tempo, até que roma decidiu anexar toda a região ao seu império, invadindo a Macedônia e derrotando o rei Perseus em 168 a.C. e em seguida derrotando e saqueando Corinto e o restante da Grécia em 146 a.C.

    •O Periodo Romano (146 a.C.- 330): A Macedônia e a Grécia se tornaram uma província romana, eram obrigados a seguir as regras e as leis romanas e deveriam pagar impostos. Em 88 a.C., Atenas e outras cidades-estados gregas se revoltaram contra o domínio de Roma, foi então enviado o general romano Sulla invadiu e massacrou a Grécia. Ela só voltou a se organizar em 27 a.C., quando Augustus a transformou na provincia Achaea. Roma transformou a Grécia e introduziu o cristianismo, entretanto a cultura grega alteraria consideravelmente a cultura romana, que passaria a ser considerada após esse período como grego-romana. Muitos intelectuais gregos se tornaram professores em Roma.

    Os romanos deixaram a administração da Grécia para os gregos, porém mantendo-o como uma provincia. Os gregos acabaram centralizando essa administração e a vida política em Atenas. O poder de roma foi diminuindo gradualmente, até que o imperador Constantino criou uma nova capital para o império fundando a cidade de Constantinopla, que acabou culminando na divisão dos impérios em Oriente e Ocidente em 330 a.C., ficando a Grécia sob o governo do Império Bizantino.

    •O Periodo Bizantino (330-1.453): O Império Bizantino surgiu da divisão do Império Romano pelo Imperador Constantino, que tornou a região do Bizancio a capital do novo império e o centro da nova capital a cidade que o homenageava, Constantinopla. A cultura desse novo império tinha grande influencia grega juntamente com as tradições romanas. Durante este período as fronteiras do império foram fortemente protegidas.

    Durante o Periodo Bizantino Médio (610–867), ocorreram diversos ataques dos antigos inimigos gregos e romanos, os persas, no entanto, um novo inimigo surgia, os arabes. Essas invasões constantes foram enfraquecendo o império e aos poucos os gregos foram ganhando mais liberdade e autonomia, até que conseguiram recuperar o controle da Grécia novamente.

    •O Periodo Otomano (1.453-1821): Quando os otomanos chegaram, ocorreram duas migrações gregas. A primeira migração ocorreu para a Europa Ocidental, que acabou influenciando no Renascimento Europeu. A segunda migração ocorreu com os gregos deixando as planícies da península grega, fugindo para as montanhas. O restante dos povos gregos acabaram sendo fortemente influenciados pela religião e modo de vida do Império Otomano, provocando uma coesão étnica. Contudo, muitos gregos ortodoxos, fingiam terem se convertido e adotar ao Islã e a lingua turca, mantendo seus vínculos com a Igreja Ortodoxa Grega em segredo.

    •A Grécia Moderna (1821): No começo de 1821, os gregos declararam sua independência, mas não a conseguiram até 1829. Em 1827, uma aliança entre britânicos, francêses e russos destruiram as armadas otomanas e egípcias na região, possibilitando a formação da nova República da Grécia independente sob o comando d eum presidente, sua primeira capital foi Aigina (1828-1829) e a segunda foi Nafplio (1828-1834). Após o assassinato do presidente, as potências européias transformaram a Grécia numa monarquia, sendo o primeiro o rei Otto da Baviera, que em 1834 transferiu a capital para Atenas. A Grécia procurou ampliar suas fronteiras, contudo não conseguiu se aproveitar das derrotas dos Otomanos para recuperar territórios e culpou a falta de habilidade do Rei por isso, forçado-o a abdicar. Com a chegada do segundo rei, o Rei George I da Dinamarca em 1863, a Grã-Bretanha devolveu as ilhas jônicas a Grécia e Tessália foi cedido pelos otomanos. Após as guerras balcânicas (1912-1913), Epirus, no sul da Macedónia, Creta e ilhas do mar Egeu foram anexados para o Reino da Grécia. Em 1947, após a 1ª Guerra Mundial, a Grécia anexou as ilhas do Dodecaneso da Itália. Em 1981 a Grécia se juntou a União Européia e em 2001 adotou o Euro como moeda.

   Entre 1944 e 1949 ocorreu a guerra civil grega, onde o povo grego se revoltou contra o governo grego que era fortemente influenciado pelos britânicos, contudo mesmo seguindo ideias socialistas, não foram capazes se se opor as forças britânicas que haviam se alidos aos Estados Unidos, que tinham o interesse de manter o poder e a influência na região. No período de 1950 e 1960 a Grécia se desenvolveu rapidamente com a ajuda dos Estados Unidos e apresentou elevado crescimento na área de turismo. No período de 1967 a 1974 se estabeleceu um governo militar, que acabou levando a regimes ditatoriais. Em 1973 a 74 a monarquia foi abolida, com uma votação que decidiu pela deposição do Rei Constantino II e a implantação da democracia republicana. Em 2009 entrou em um crise econômica que persiste até os dias atuais.

Referências:
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- Hall Jonathan M. (2007). A History of the Archaic Greek World, WileyBlackwell. ISBN 9780631226673.
- Joseph Roisman, Ian Worthington. "A companion to Ancient Macedonia", John Wiley & Sons, 2011. ISBN 144435163X - Herodotus' twentyfirst logos: the Persians cross to Europe.
- Heródoto, Histórias, Livro IX, Calíope, 5.
- Macaulay, George Campbell (1914). The history of Herodotus — Volume 2 by Herodotus, books V to IX, MacMillan and Co.
- Marco Terêncio Varrão, citado por Agostinho de Hipona, A Cidade de Deus, Livro XVIII, Capítulo 9, Quando a cidade de Atenas foi fundada, e a razão que Varrão dá para o seu nome.
- Runnels, Curtis Neil; Murray, Priscilla (2001). Greece before history: an archaeological companion and guide. Stanford, Calif: Stanford University Press. ISBN 080474050X.
- Sealey, Raphael (1976). A history of the Greek city states, ca. 700–338 B.C. University of California Press.
- "The Greeks". US: Encyclopédia Britannica Inc. 2008.
- Winnifrith, Tom; Murray, Penelope (1983). Greece Old and New. Macmillan. p. 113. ISBN 0333278364.
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